27/07/2016 às 11:22 - Atualizado em 27/07/2016 às 11:27

Projeções de Dia dos Pais da Fecomércio-RS indicam queda real de 8% nas vendas do comércio

As vendas do comércio gaúcho no Dia dos Pais vão seguir a tendência negativa verificada no varejo, que deverá encerrar o ano com o pior resultado em mais de uma década. As projeções para o Dia dos Pais 2016 realizadas pela Fecomércio-RS, indicam uma queda real de 8% nas vendas neste ano na comparação com o mesmo período de 2015. A avaliação está sendo divulgada nesta quinta-feira (21) e pode ser acessada aqui.

O levantamento mostra que, juntamente com os tradicionais presentes das linhas de informática e comunicação, artigos de escritório, vestuário e calçados e produtos de uso pessoal, neste ano, novamente, os presentes de menor valor podem se destacar, especialmente itens como vinhos e chocolates. “Essa migração ocorre pelo grau de restrição orçamentária das famílias”, pontua o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. A avaliação mostra, também, que a incidência de baixas temperaturas pode reforçar as vendas de vestuário, calçados e vinhos. A expectativa é que o tíquete médio seja menor do que o verificado no ano passado, refletindo o que já ocorreu no Dia das Mães.

O cenário para as vendas no Dia dos Pais é reflexo de um conjunto de variáveis econômicas restritivas, tais como taxa de desocupação elevada (7,50%), queda da massa real de salários (-3,40%), intenção de consumo das famílias em campo pessimista (55,5 pontos) e alta taxa de juros à pessoa física (71,72%).

A avaliação ressalta que o desempenho do comércio varejista está bastante atrelado ao que acontece no mercado de trabalho. “Observamos ao longo deste ano a elevação da taxa de desocupação e redução da renda. Assim, com a inflação elevada, a massa real de rendimentos vem apresentando variações negativas”, constata Bohn.

Outro importante dado que sustenta a análise de desempenho do varejo e confirma o levantamento realizado para o Dia dos Pais é o nível de confiança das famílias na economia, com dados bastante pessimistas para o Rio Grande do Sul. Essa percepção negativa por parte das famílias decorre do mercado de trabalho enfraquecido, da inflação elevada e das restrições ao crédito.

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