24/11/2016 às 10:38

Intenção de consumo das famílias gaúchas mostra leve melhora, mostra pesquisa da Fecomércio-RS

@iStock

O indicador de intenção de consumo das famílias registrou leve melhora, assim como já havia sido observado na análise feita no mês anterior. Dessa vez, o indicador avançou 5,0% sobre o mês anterior (aos 64,1 pontos) e reduziu o ritmo de queda na comparação com o mesmo período de 2015. Em novembro, a queda foi de 8,7% nessa base de comparação. Os dados são da pesquisa Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas – ICF, divulgada nesta quinta-feira (24) pela Fecomércio-RS e que conta, no mínimo, com 600 famílias em sua amostra.

 “Como o mercado de trabalho continua enfraquecido, é razoável esperar que a intenção de consumo das famílias permaneça bastante deprimida”, salientou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. O dirigente lembra ainda que a permanência da queda da renda real e os dos juros elevados formam um cenário ruim para o consumo. “No entanto, essa melhora tênue registrada pelo ICF em novembro pode ser interpretada mais como um sinal de interrupção de queda do que uma recuperação mais robusta”,destaca Bohn.

A avaliação quanto à situação do emprego alcançou 105,7 pontos, entrando no patamar otimista depois de um período de oito meses em nível pessimista. O indicador cresceu 8,3% sobre outubro/2016 e 0,4% sobre novembro/2015. O dado referente à situação de renda atual ficou em 64,9 pontos, com recuo de 6,9% na comparação com outubro/2016 e queda de 22,1% sobre novembro do ano passado. “Diferentemente do que aconteceu com o indicador de emprego, o índice que mede a percepção dos indivíduos com relação à renda real teve sua queda intensificada em relação ao ano passado. Isso ocorre porque o mercado de trabalho enfraquecido faz com que as pessoas que perderam seus empregos aceitem salários mais baixos para voltar a trabalhar”, pontuou o presidente da Fecomércio-RS. Além desse fator, inflação em alta e reajustes salariais menores reforçam a percepção de um cenário com renda menor.

O indicador relacionado ao nível de consumo atual subiu 2,1% em novembro/2016 ante outubro/2016 (aos 43,8 pontos), mas caiu 18,1% na comparação com o mesmo mês de 2015. A avaliação referente à facilidade de acesso a crédito apresentou elevação de 5,8% sobre outubro último e queda de 12,9% na comparação com novembro/2015. “Ainda que esteja ocorrendo queda na média em 12 meses, o indicador tem registrado recuos cada vez menores”, salientou Luiz Carlos Bohn. O presidente da Fecomércio-RS lembra que, apesar da redução da Selic, as taxas ao consumidor permanecem elevadas, configurando um cenário restritivo no mercado de crédito. Já o indicador referente ao momento para consumo de bens duráveis teve alta de 8,6% sobre outubro/2016 e queda de 21,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado (aos 30,3 pontos). “O consumo de bens duráveis sofre de forma especial com a crise, pois são impactados diretamente pela restrição da renda e do crédito, e podem ter sua compra adiada”, explica o presidente da Fecomércio-RS.

Nas análises relativas às expectativas, o indicador que mede a perspectiva profissional atingiu 78,8 pontos, uma variação positiva de 7,2% sobre novembro de 2015 e alta de 2,1% sobre outubro de 2016. Já em relação às perspectivas de consumo, o indicador apresentou queda de 4,5% (aos 68,3 pontos) e crescimento de 17,7%  na comparação com outubro último.

 

- Para ver a análise econômica clique no link http://links.fecomercio-rs.org.br/ascom/analiseICFnov.pdf

 - Acesse a pesquisa completa em http://links.fecomercio-rs.org.br/ascom/ICFnov2016.pdf

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